
Hoje, ao início da tarde, fui tomar um cafezinho ao café Islândia e tive acesso a uma revista sobre o São Pedro, editada pela Câmara Municipal.
Fiquei embevecida com os textos dos jornalistas poveiros, Sandra Sousa e Pedro Cruz.
A ideia de transcrever no meu blog o texto do Pedro Cruz foi imediata. Para mim as suas palavras estão perfeitas.
Não acredito que alguém consiga ler as linhas que se seguem sem sentir a sua pele arrepiada.
POR FAVOR, LEIAM!
“Há uns anos, Jorge Sampaio, então Presidente da República, visitou a Póvoa. Há mais de 30 anos que um PR não o fazia.
No discurso, quase no fim, o Presidente da Câmara desafiou-o para visitar a cidade durante as festas de S. Pedro e assistir às «rusgas».
Sampaio não perdeu o pé. Não fazia a mínima ideia do que seriam «as rusgas» e fez uma graça… respondeu ao Presidente da Câmara que o PR não podia ser «apanhado» numa rusga. Para ele, então PR, rusgas são da polícia…
Eles não sabem o que perdem. Não há S. João ou Santo António que nos chegue aos calcanhares.
Eles não sabem o que perdem. Não percebem porque não conhecem. Não sabem o que quer dizer isso das rusgas. O que são e o que significam para nós. Não imaginam que se fecham ruas da cidade e que a cidade toda se transforma numa imensa fogueira, casa a casa, porta a porta, rua a rua. Não sabem que a sardinha acabou de chegar do nosso mar, logo, é a nossa sardinha. Não percebem que a partilha faz parte da noite, ninguém precisa de pagar nada porque há sempre onde parar e comer qualquer coisa.
E não sabem muito mais coisas. Que na Póvoa se recebe de braços abertos. Que há sempre lugar para mais um. Que mais do que um Santo-Pescador, Pedro é a nossa inspiração, a esperança de quem vai ao mar e não sabe se volta, o símbolo da Póvoa do Mar, de horizontes abertos e peito feito diante das vagas e dos mundos, novos, que demos ao mundo.
A noite é mágica, custa descrever numas linhas. É São Pedro, E eles não percebem o que é isso dos tronos. Tronos são de Reis. Pois, é disso que se trata. De um Rei. O nosso.
Nem vou falar na outra parte de magia da noite, em que eles e elas trocam olhares cúmplices durante as «rusgas», que dão o primeiro beijo, que marcam casamento ou que prometem amor eterno, mesmo sem falar.
Nem dos corpos, abraçados, juntos, mão na mão, sentados diante do Sol a nascer, a fundirem vidas para sempre e a verem a chegada de um novo dia como se fosse o primeiro.
Eles não sabem o que perdem.
Melhor para nós.
Temos a nossa Póvoa por nossa conta.
Será preciso mais?"
Pedro Cruz
Fiquei embevecida com os textos dos jornalistas poveiros, Sandra Sousa e Pedro Cruz.
A ideia de transcrever no meu blog o texto do Pedro Cruz foi imediata. Para mim as suas palavras estão perfeitas.
Não acredito que alguém consiga ler as linhas que se seguem sem sentir a sua pele arrepiada.
POR FAVOR, LEIAM!
“Há uns anos, Jorge Sampaio, então Presidente da República, visitou a Póvoa. Há mais de 30 anos que um PR não o fazia.
No discurso, quase no fim, o Presidente da Câmara desafiou-o para visitar a cidade durante as festas de S. Pedro e assistir às «rusgas».
Sampaio não perdeu o pé. Não fazia a mínima ideia do que seriam «as rusgas» e fez uma graça… respondeu ao Presidente da Câmara que o PR não podia ser «apanhado» numa rusga. Para ele, então PR, rusgas são da polícia…
Eles não sabem o que perdem. Não há S. João ou Santo António que nos chegue aos calcanhares.
Eles não sabem o que perdem. Não percebem porque não conhecem. Não sabem o que quer dizer isso das rusgas. O que são e o que significam para nós. Não imaginam que se fecham ruas da cidade e que a cidade toda se transforma numa imensa fogueira, casa a casa, porta a porta, rua a rua. Não sabem que a sardinha acabou de chegar do nosso mar, logo, é a nossa sardinha. Não percebem que a partilha faz parte da noite, ninguém precisa de pagar nada porque há sempre onde parar e comer qualquer coisa.
E não sabem muito mais coisas. Que na Póvoa se recebe de braços abertos. Que há sempre lugar para mais um. Que mais do que um Santo-Pescador, Pedro é a nossa inspiração, a esperança de quem vai ao mar e não sabe se volta, o símbolo da Póvoa do Mar, de horizontes abertos e peito feito diante das vagas e dos mundos, novos, que demos ao mundo.
A noite é mágica, custa descrever numas linhas. É São Pedro, E eles não percebem o que é isso dos tronos. Tronos são de Reis. Pois, é disso que se trata. De um Rei. O nosso.
Nem vou falar na outra parte de magia da noite, em que eles e elas trocam olhares cúmplices durante as «rusgas», que dão o primeiro beijo, que marcam casamento ou que prometem amor eterno, mesmo sem falar.
Nem dos corpos, abraçados, juntos, mão na mão, sentados diante do Sol a nascer, a fundirem vidas para sempre e a verem a chegada de um novo dia como se fosse o primeiro.
Eles não sabem o que perdem.
Melhor para nós.
Temos a nossa Póvoa por nossa conta.
Será preciso mais?"
Pedro Cruz
2 comentários:
Arrepios,emoção e orgulho foi o k senti ao ler isto!!!!Está espectacular...........Bj Rakel
prima a força e a alegria que carrego vai estar contigo e com a ines esta noite . quero que aproveites e que brilhes da forma que brilhaste no ultimo ensaio .
estais poderosaaassss.......
quando chegares quero-te cansada mas realizada .
quando estiveres no coração do nosso bairro e em cima do nosso palco mesmo sem tu dares conta eu estarei lá a aplaudir com toda a garra e orgulho de ser MATRIZ.
gostaria que me desses um sinal se por ventura te lembrares das minhas palavras .
que a estrela do Norte te guie
e no barquinho do Sul cansada navegues
para quando chegares á Matriz
cantares a bom som e bem alto
sou tricana sou feliz .
beijo andrea
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