11 de setembro de 2007

Trabalhar à beira mar é um privilégio


Hoje, de manhã, quando saí do carro a primeira coisa que senti foi o cheiro a maresia. Inconfundível. Maternal. Só nosso. Naquele instante, só meu.

Comecei o dia com uma ida aos correios. Percorrer a Avenida dos Banhos foi uma dádiva. Pelo caminho contemplei a nossa praia, como se raramente tivesse essa oportunidade. Está particularmente linda. A areia limpa, em perfeita harmonia com o mar, sereno e de um azul que na linha de horizonte torna difícil distingui-lo do céu.
As barracas tradicionais, neste mês, em menor quantidade, fazem parte desta paisagem única. As riscas dos panos, azuis e brancas, combinam com o fundo. Algumas pessoas, espalhadas, aqui e acolá, aproveitam desde cedo o sol e o dia que promete permanecer belo. Provavelmente, são poveiros que desfrutam da sua praia, agora,disponível por inteiro para nós e muito mais luminosa.
Parece que faz de propósito. Na época alta, sujeita-se a transformar-se numa praia turística, repleta de centenas e centenas de pessoas, que ocupam cada espacinho do seu areal e cujos ruídos abafam o som melódico das ondas. Quando o Setembro avança e os banhistas e emigrantes regressam às suas cidades, a nossa praia reencontra a sua pureza e originalidade e oferece-se... a nós, os seus poveiros, justos merecedores da sua riqueza.

Pelo caminho sou abordada por uma senhora, testemunha de Jeová que me pede uns minutos para falar comigo e estende a mão, oferecendo-me um panfleto. Recuso, falar e aceitar o folheto, com a desculpa de não ter tempo. Continuei o meu caminho e voltei a olhar para o mar... O Deus, sobre o qual aquela senhora me queria falar, não é certamente aquele em que acredito. O Deus todo poderoso, está precisamente ali na beleza e perfeição daquela paisagem. O ser supremo e infinito, está nas coisas belas que nos rodeiam, como a nossa praia.

A cada passo que dei, inalando o cheiro a maresia e apreciando a nossa praia, fui sentindo com mais força o profundo orgulho de ser filha da Póvoa do Mar. Esta terra querida onde quero viver até ao último pulsar do meu coração. A nossa... a minha.. Póvoa de Varzim!

3 comentários:

Anônimo disse...

Prima, como consegues descrever tudo akilo k sinto?Sim, pk é precisamente isso k sinto, como tu!!!Quando vou trabalhar não dispenso uma passagem na avenida só para disfrutar da nossa paisagem única...Quando treino no CDP, vou muitas vezes reflectir para o nosso areal, mirar o nosso mar e sentir esse cheiro...É único!!!Beijo Rakel

Anônimo disse...

Só tenho pena de não poder disfrutar mais da nossa praia. Por falta de tempo claro já que nas férias é quase impossível disfrutar dela de tanta gente que por la anda.
É sem dúvida um mar único, já fequentei muitas praias por esse mundo fora e até já vivi numa ilha 4 anos o o cheiro do nosso mar é diferente, desperta em nós um sentimento mais profundo.
Aínda ontem eu e a minha querida estavamos a pôr os nossos pequenos no carro e a Julieta virou-se pra mim e disse: - que cheirinho a maresia.
Não há igual, só por isso vou passar pela praia antes de ir pra casa.
Nélito

Anônimo disse...

muito bom Post. Popsi