
Uma vez por outra, vem-me à memória os tempos da faculdade. Não é por ter saudades, porque nunca me apeguei àquilo. Na verdade, não fui na onda das tradições académicas e das maluqueiras a estas associadas. Participei na praxe, mas se fosse hoje, declarava-me “anti”. Não gostei. Nada mesmo! Para mim eram apenas mais 4 anos de estudo. Não quis saber de festas e afins. Fui duas vezes à Queima: no primeiro ano como caloira e no último ano, precisamente por ser o último… Não travei amizades com nenhum Doutor ou Doutora. Passaram-me todos ao lado! E escolher um Padrinho foi a coisa mais sem sentido por que passei. Vi as outras caloiras escolherem o seu Padrinho pela sua aparência física ou pela quantidade de afilhadas que possuía (havia competição entre os Dr.s!! Ridículo!!). Já eu fiz a minha escolha poucos minutos antes de ser Baptizada (com ovos na cabeça…. Enfim….). Uma colega da Póvoa, sugeriu-me um rapaz pacato, que estava encostado lá para um canto, de quem se falava bem. Escolhi-o e acertei em cheio!! O gajo mal metia os pés na escola e, no dia da Imposição das Insígnias, esqueceu-se de comprar a minha e pediu uma emprestada a um colega para podermos registar o momento. Tive que devolvê-la logo após a cerimónia e… terminei o curso sem ter qualquer insígnia na minha capa. Foi o Padrinho ideal! Raramente lhe pus a vista em cima, o que para mim foi perfeito!
Na verdade… dos tempos da faculdade apenas sinto saudades do meu pequeníssimo grupo de amigos. Não chegávamos aos 10… E quase tudo mulheres! Por incrível que pareça… eheheh
Uma delas afigura-se na minha memória em moldes demasiado especiais. A Sabrina… A primeira pessoa que me dirigiu a palavra na Escola Superior de Jornalismo. Que se tornou minha amiga no instante seguinte a me ter sorrido. Estávamos na primeira aula. Por sinal, numa «aula fantasma». Para mim tudo aquilo era novidade. Estranhava a atitude do professor, até que a rapariga sentada a meu lado me tocou no braço. Olhei-a com ar de surpresa. E disse-me ela, com uma voz que nunca consegui esquecer: “Não te acredites. É uma aula fantasma. Ele não é nada professor. É um Doutor!”.
Não me lembro qual o efeito que aquela revelação teve em mim. Agora, o que não consegui esquecer foi que aquele momento ditou o início de uma amizade que muito estimei. No 2º ano do curso, a Sabrina conseguiu transferir-se para Braga. Continuámos a falar, principalmente, por carta, mas o tempo e a distância acabaram por pôr fim à nossa ligação.
A verdade é que encontrei um livro com dedicatórias de amigos e constava lá uma dela. Datada de 3 de Novembro de 1999. Senti saudades. Enviei-lhe um email, sem saber se aquele endereço ainda está activo…
Vou esperar… Pode ser que ela me responda!
Na verdade… dos tempos da faculdade apenas sinto saudades do meu pequeníssimo grupo de amigos. Não chegávamos aos 10… E quase tudo mulheres! Por incrível que pareça… eheheh
Uma delas afigura-se na minha memória em moldes demasiado especiais. A Sabrina… A primeira pessoa que me dirigiu a palavra na Escola Superior de Jornalismo. Que se tornou minha amiga no instante seguinte a me ter sorrido. Estávamos na primeira aula. Por sinal, numa «aula fantasma». Para mim tudo aquilo era novidade. Estranhava a atitude do professor, até que a rapariga sentada a meu lado me tocou no braço. Olhei-a com ar de surpresa. E disse-me ela, com uma voz que nunca consegui esquecer: “Não te acredites. É uma aula fantasma. Ele não é nada professor. É um Doutor!”.
Não me lembro qual o efeito que aquela revelação teve em mim. Agora, o que não consegui esquecer foi que aquele momento ditou o início de uma amizade que muito estimei. No 2º ano do curso, a Sabrina conseguiu transferir-se para Braga. Continuámos a falar, principalmente, por carta, mas o tempo e a distância acabaram por pôr fim à nossa ligação.
A verdade é que encontrei um livro com dedicatórias de amigos e constava lá uma dela. Datada de 3 de Novembro de 1999. Senti saudades. Enviei-lhe um email, sem saber se aquele endereço ainda está activo…
Vou esperar… Pode ser que ela me responda!
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