Há uns dias atrás, na família do meu namorado comentava-se o facto de na rua onde moram ainda existir a tradição de o padeiro deixar o saco de pão à porta de manhã cedo. Alguns pensavam que isso já só acontecia nas aldeias, mas a verdade é que aqui na cidade da Póvoa ainda há ruas onde esse hábito antigo persiste.Enquanto falavam, lembrei-me dos tempos de escuteiros e das pequenas maldades e matreirices que fazíamos, fruto da idade. Ocorreu-me então um episódio relacionado com este assunto. Andávamos nós a fazer um raid desde o início da noite anterior e pela madrugada fora, se a memória não me atraiçoa, para os lados de Esposende. O dia acabara de nascer e a fome já apertava. Na rua não circulava viva’alma. O café por onde passávamos naquele momento ainda estava encerrado mas na porta da casa ao lado estava pendurado um saco cheio de pão. Vontade de comer pão fresquinho havia que chegasse, faltava só saber quem iria lá pegar no saco… Não demorou muito tempo a aparecer o “Artista”, uma vez que naqueles tempos, para fazer asneiras nunca faltava voluntários (à excepção das raparigas que eram quase sempre meras espectadoras). Roubamos o pão e desatámos a correr até pararmos num descampado para comer. Pouco tempo depois, passou por nós o padeiro na carrinha branca. Apanhámos um valente susto quando o vimos ao longe, mas a carrinha seguiu sempre e nada aconteceu.
O velhinho ditado “roubar para comer não é pecado”, livrou-nos de qualquer peso na consciência.
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Ontem, à noite fui com o Daniel dar um passeio a pé. Ao atravessarmos a Praça do Almada, reparámos nos taxistas em serviço. E lá me surgiu mais uma recordação…
“Mor, sabes o que faziam os meus amigos dos Escuteiros?... Vínhamos dar uma volta cá baixo e ao ir embora, passávamos por aqui. Se houvesse taxistas era uma alegria. Escondíamo-nos ao longe, ligávamos para o número dos táxis, esperávamos que algum dos taxistas saísse do carro e fosse atender o telefone. Quando o homem pegava no auscultador, desligávamos.”
Minha nossa, pior do que isto, só a brincadeira trenga de tocarmos às campainhas e fugirmos. Sobrava sempre para alguém e nunca era para quem tocou… lol Havia casas em que era certinho! Tão certinho que numa delas o dono acabou por nos apanhar em flagrante! Houve piorro, pois houve. Mas os verdadeiros insurrectos fugiram a sete pés e quem levou um «chapo» do homem foi uma inocente... lol Neste episódio há peso na consciência... E é em mim... :/ Nesse dia, fui eu quem tocou na campainha...Fui eu a insurrecta ... Desculpa, Renata! lol
3 comentários:
lol é verdade...mtas são as histórias de momentos bem passados nas actividades dos scouts,, lol
lol é verdade...mtas são as histórias de momentos bem passados nas actividades dos scouts,, lol
so tolices k fazias(m)!!lol
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