
Somos amigas há demasiados anos e com tantos e diferentes momentos partilhados que nenhum tipo de distância é capaz de acabar com a cumplicidade que sempre existiu entre nós. Convenço-me disso a cada dia que passa e mesmo nas circunstâncias actuais em que não fazemos parte da rotina uma da outra.
Eu sei que a amizade e o carinho que tens por mim são muito grandes. Sei também que nem sempre retribuo na forma e na medida que gostarias. É este meu jeito meio estranho de agir e de reagir. Tanto me entrego e dou um pouco do meu tempo para chorares, desabafares ou apenas nos rirmos juntas, como simplesmente desapareço e ficas meses sem teres uma palavra minha...
Chega a ser estúpida esta dinâmica. Mais ainda, se pensar, a fundo, no histórico da nossa amizade.
É um facto: foi contigo como Melhor Amiga, que passei a maior parte dos meus anos. Foste tu quem esteve presente nos episódios que mais marcas me deixaram, no melhor e no pior sentido. De todas as vezes que estive na fossa e nas alturas em que se calhar nem merecia a tua ajuda, tu apareceste, determinada a fazeres-me levantar do tombo que tinha dado.
Reconheço que foste uma das pessoas que me abriram as janelas com vista para a VIDA!
Quando eu teimava em fechar-me em casa entregue ao desânimo e à solidão, tu conseguias sempre convencer-me a ir. Ir, fosse para onde fosse. O objectivo era sempre o mesmo, fazer das coisas mais simples e saborosas desta vida. Rir, cantar, dançar, passear, parar o carro em frente à praia e espreitar a Lua, conversar (até inventamos um jogo para nos entretermos), ouvir o Domingos Moça e a sua guitarra, ou simplesmente passar horas dentro do carro, as duas em silêncio, a apreciar a chuva a cair, com a Rádio Romântica sintonizada. lol
Só que depois lá apareciam as nuvens negras a escurecer o Céu por cima da nossa Amizade. O reboliço que a tua vida sempre foi, fazia-me recuar. Surgiam as dúvidas e, muitas vezes, as revoltas. E atrás disso, as palavras ditas de cabeça quente. A nossa amizade passou a ser minada pelas “versões”.
E nessa toada fomos seguindo o nosso caminho. Eu a soltar a mão e tu a tentar agarra-la...
Mas, por incrível que pareça, a nossa Amizade, continua! É como se, mesmo que acontecesse as nossas mãos se despegarem por completo, houvesse um Pará-quedas a proteger-nos da queda abrupta e a manter-nos lado a lado, no mesmo raio de acção, presenciando o rumo da história de cada uma, ainda que sem participarmos nela activamente.
Tenho noção da minha instabilidade em relação a ti. E peço-te desculpa pelas vezes em que não correspondo às expectativas. Mas sabes?...
Posso não ser a amiga presente. Posso pensar e dizer coisas que não devia. Posso ser injusta nas reacções. Mas há algo que me conforta: no meu íntimo, torço para que consigas dar a volta à tua vida, para que sejas capaz de construir um mundo novo para ti condizente com o teu espírito. Alegre. Optimista. Firme.
No dia em que me disseres, “Tenho os meus problemas resolvidos e estou muito feliz!”, eu ficarei mais feliz ainda.
Por isso, vai em frente. Arrisca! Sou dos que estão pelo lado “sim”, porque te querem bem! :) :)
3 comentários:
eu tb lhe disse o mesmo ... e qt a ti nunca vi definição desta vossa amizade tao honesta ...
somos como os dedos das maos, ...todos diferentes ;)
é preciso é filtrar as coisas boas de cada um aprecia-las...
beijo meninas
eu de ca de fora estou de olho :)
mas tb fiquei c o meu coração apertadinho
andrea
................................................................................................................AMO TE...
ASS: ANA CAMPOS
Andrea és muito especial...
Ass: Ana Campos
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