25 de novembro de 2011

Quando as rotinas sabem bem...


Sol. Temperatura boa. Passo a passo, percorro o mesmo caminho de sempre. Concentrada no que me rodeia. Apreciando as imagens que os meus olhos não deixam escapar. Pessoas dão vida ao meu trajecto. Todas elas personagens principais numa cena que me faz perceber o privilégio de habitarmos uma terra como esta. Póvoa. Minha terra querida.

As portas das entradas dos prédios na avenida, abrem-se para que a aragem deliciosa entre e entranhe. As empregadas de limpeza desdobraram-se nas suas tarefas. Eu passo e sinto o cheiro fresco e de perfumes diferentes. É impossível não notar.

Percorro com o olhar as vidas que me acompanham nesta tela. Dois amigos escolhem a avenida como ponto de encontro. Grupos de jovens estudantes, aproveitam o dia de sol e espalham-se pelo areal. Uns jogam às cartas. Outros permanecem sentados de frente para o mar e conversam. Um casal de meia idade, interrompe o passeio e fica parado a olhar o ritual das ondas. Uma Mãe guia um carrinho de bebé.

Do outro lado da rua, eu sigo o meu passo, sentindo o quente do Sol. Procurando no ar aquele cheirinho a maresia que, só quem nasce abençoado por uma terra de mar, o conhece. Chego ao destino. Desta vez, não há filas de espera. Eu sou a única cliente. As funcionárias, simpáticas, como todos os dias, recebem-me com a serenidade de uma manhã outonal. Trocamos breves palavras.

“Gosto de aqui vir nestes dias calmos e de sol. Venho a apreciar a paisagem. Quantas vezes percorremos esta avenida sem dar atenção à beleza que ela tem?...” 

Despeço-me com um “Até Amanhã”. Mais dia, menos dia, a rotina repetir-se-á. E eu vou contemplar o cenário da mesma forma. Faça sol. Ou chuva.

2 comentários:

Anônimo disse...

A crise estourou em Espanha e não poupa quase ninguém. A taxa de desemprego no país vizinho já ultrapassa os 20 por cento e o futebol não foge à regra geral. Os clubes pequenos atravessam um período agonizante e o pior caso será o do Sporting Villanueva, equipa da III divisão.

O plantel não recebeu qualquer salário respeitante à época 2011/12, fez greve aos treinos, barricou-se em protesto nos balneários mas, infelizmente, a situação não se altera. Agora os jogadores inventaram uma nova forma de luta.

Jornal do Incrível

Na recepção de domingo ao Cacereño, os atletas não convocados estiveram a trabalhar nas bilheteiras e na organização da partida. Assim, asseguraram que o dinheiro dos ingressos reverteria directamente para os bolsos dos futebolistas, sem passar pela direcção do clube.

Além desta acção criativa e enérgica, um grupo de adeptos montou uma cantina nas imediações do campo de jogos e entregou aos jogadores todo o dinheiro recebido na venda de comida.

Anônimo disse...

Texto maravilhoso,
parece um excerto de um livro,
e na verdade é a nossa doce póvoa,
descreveste-a da forma mais doce possivel!
Parabéns (quando escreves um livro, hien?)

Vileirinha