Dezoito.
Foi esta a idade que ontem me deram. Não foi a primeira vez que isto aconteceu. Felizmente, as pessoas olham para mim e dão-me sempre uma idade bastante inferior à que tenho na realidade. É bom sinal. Sabe bem. Mas ontem, pela primeira vez, o meu coração acelerou durante os segundos em que a pessoa observava a minha cara e escolhia um número.
Quando ouvi “Dezoito!”, dei comigo a pensar que já não me lembro dos meus dezoito anos. Senti-os tão longe que estremeci com a velocidade a que o tempo passa. Estou numa fase muito boa e muito feliz da minha vida, muito perto de concretizar, junto com o Daniel, um dos nossos maiores sonhos comuns, mas esta rapidez dos anos a passar é tão assustadora que é impossível não sentir revolta perante a brevidade da nossa passagem pela Terra.
Caminho também a passos largos para mais um aniversário. Sempre festejei os meus anos. Sempre entendi que devíamos comemorar mais um ano de vida. Mas recentemente li, algures, que fazer anos não é ter mais um ano de vida mas sim menos um. Uma perspectiva diferente, real e triste. Pela primeira vez, vi as coisas por esse prisma. O tamanho da nossa existência é insuficiente para os sonhos que temos. Tanta coisa fica para viver.
Mas é precisamente por isso que não vale a pena perder tempo com coisas tristes, situações ou pessoas mesquinhas. O importante mesmo é aproveitarmos o melhor de tudo o que nos rodeia, é dar-mos o melhor de nós a quem gostamos e a quem merece receber, é apreciarmos o lado bom das pessoas que fazem parte do nosso mundo e desvalorizar os pormenores menos bons. O importante é sabermos colher o melhor da vida, aprender com os erros, as falhas e as quedas. Por vezes, é complicado ultrapassar barreiras, engolir sapos, manter silêncio quando nos apetece soltar um grito. Por vezes é difícil acreditar, ter esperança. Mas há sempre uma luz que surge para nos iluminar. Há sempre alguém a acompanhar-nos nesta jornada.Haverá sempre a palavra certa para dizer ou ouvir. O gesto apropriado, por mais pequeno ou subtil que seja, que nos dá o empurrão para a frente.
Haverá sempre o Amor. O amor do nosso companheiro de vida. O amor da nossa Família. Haverá sempre a Amizade.
Vou continuar a ver as coisas pelo lado mais bonito.
Neste espírito de Natal vou sugar cada minuto em Família. Dar e receber, o melhor de mim e de cada pessoa que tenho na minha vida.
3 comentários:
muito bem :)
já deve ser de família aparentar menos idade do que realmente temos… comigo acontece o mesmo….a mim dão-me sempre 20 no máximo 23 anos.. o que sabe sempre bem…isto porque á +/- dois anos para cá a idade começa-me a sustar um pouco…
vejo os anos a passar e há tanta coisa que eu ainda quero fazer ( viajar mto, casar, ter mtos filhos….a lista é mto grande)o que é certo é que já tenho 27 anos, em Janeiro já faço 28 e só falta mais 2 anos para fazer 30 anos… começa a assustar o facto de os anos passar a correr sem dar-mos por isso.. e eu sempre a adiar muita coisa.. ( oh pró ano eu faço isso, ou aquilo…depois ..depois….depois…) espero ainda ter muitos anos á minha frente e não me arrepender de não ter feito ou ter deixado para depois mta coisa…
Vou vivendo um dia de cada vez…. Na esperança que o dia seguinte seja melhor do que aquele que passou..
O que me importa mesmo é estar com a pessoa que amo, junto dos meus pais, dos meus maninhos e daqueles que adoro (toda a minha familia..e amigos)
P.S. Família Adoro-vos com todo o meu coração
é bom saber k t dao mt menos idade!!:)s tivesses cara d velha era bem pior..a mim tb n m dao a idade k tenho!!lol tamos bem um po outro..:)
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