... tornou-se num dos episódios mais bonitos da minha vida.
Aconteceu há sete dias atrás. Desloquei-me à estação da praia dos CTT para cumprir uma tarefa habitual do meu trabalho. Enquanto preenchia o Registo e o AR ao balcão, a funcionária foi atendendo os clientes seguintes. Deteve-se, então, ao meu lado, o Prof. Antero Simões. Cliente frequente e que captou a minha atenção pelo enorme à vontade que tinha com as senhoras dos CTT e pela pessoa conversadora, simpática e de subtil humor que me dava a entender ser. Estava um tanto ou quanto preocupado com a Polícia porque tinha o carro mal estacionado. Em jeito de brincadeira, disse que o Polícia podia ser algum ex-aluno dele e aproveitar-se para se vingar das notas do secundário, passando uma multa ao antigo professor. Achei imensa graça e fiquei a ouvir a sua conversa. Na verdade, deixei-me envolver pelas suas palavras e quando dei por mim já conversava com ele. Percebeu que eu não sabia quem ele era; disse-me, então, que foi professor muitos anos no Liceu (Escola Eça de Queirós). Ao mesmo tempo, a senhora dos correios ia-me dando mais algumas informações. “Então não conheces o Prof. Antero Simões? Ele foi também um grande jogador de ténis!”. Ele confirmou, juntou mais alguns pormenores e continuou a falar dos seus tempos de professor. Tive curiosidade e fiz-lhe algumas perguntas. Fiquei a saber que entre as diversas disciplinas que leccionou, encontrava-se Jornalismo. Feliz coincidência. E depois, contou-me que agora se dedica à escrita. Foi quando, em jeito de despedida, me perguntou o nome e a morada. “Vou enviar-lhe um exemplar do meu último livro”. Dei-lhe o nome. E quando revelei a morada... Comentou: “Rua Almeida Brandão! A rua onde eu nasci!”... Mais uma bonita coincidência. Despediu-se. Levando os meus dados apenas dentro da cabeça. Não os apontou em sítio algum!
Hoje de manhã, o carteiro tocou à porta de casa. Deixou um envelope volumoso para mim. Lá dentro, o livro “Memórias de Mim – Histórias de Nós” de Antero Simões. No interior, um cartão com uma mensagem para mim que termina desta forma:
«Gostei muito de “falar contigo” nos CTT. Soubeste ouvir e perguntar e sorrir. Sê, pois, alegre e lembra-te: a alegria é a coisa mais séria deste mundo! Um beijinho de Antero Simões.»
E na primeira página do livro uma dedicatória:
“ À Sílvia,
Uma graciosa jovem da rua onde nasci, a 2 de Fevereiro de 1930 – a célebre Rua Almeida Brandão - , com muito gosto e votos de que goste de saber como foi a minha vida e obra. Diálogo iniciado nos CTT's em 2 de Dezembro. Ofereço este exemplar.
O Autor, Antero Simões.”
São momentos e gestos como estes que fazem da vida um lugar maravilhoso! Estou feliz por ter vivido este episódio. Ansiosa por começar a ler o livro e conhecer o Prof. Antero Simões. Vou compensar a vergonha que senti naquele dia da minha ignorância, com a leitura da história da sua vida.
Hoje de manhã, o carteiro tocou à porta de casa. Deixou um envelope volumoso para mim. Lá dentro, o livro “Memórias de Mim – Histórias de Nós” de Antero Simões. No interior, um cartão com uma mensagem para mim que termina desta forma:
«Gostei muito de “falar contigo” nos CTT. Soubeste ouvir e perguntar e sorrir. Sê, pois, alegre e lembra-te: a alegria é a coisa mais séria deste mundo! Um beijinho de Antero Simões.»
E na primeira página do livro uma dedicatória:
“ À Sílvia,
Uma graciosa jovem da rua onde nasci, a 2 de Fevereiro de 1930 – a célebre Rua Almeida Brandão - , com muito gosto e votos de que goste de saber como foi a minha vida e obra. Diálogo iniciado nos CTT's em 2 de Dezembro. Ofereço este exemplar.
O Autor, Antero Simões.”
São momentos e gestos como estes que fazem da vida um lugar maravilhoso! Estou feliz por ter vivido este episódio. Ansiosa por começar a ler o livro e conhecer o Prof. Antero Simões. Vou compensar a vergonha que senti naquele dia da minha ignorância, com a leitura da história da sua vida.
7 comentários:
K lindo prima!grande senhor....Bj Raquel
Muito bem prima, bonito o gesto dele mas o teu tb.
Mas não me admira nada que algum polícia se quisesse vingar dele... ele era famoso por só dar boas notas a quem jogasse ténis na sua famosa escola de ténis... mesmo assim não deixa dEr ser uma grande figura da nossa tão amada Póvoa de Varzim.
Muito bem prima, bonito o gesto dele mas o teu tb.
Mas não me admira nada que algum polícia se quisesse vingar dele... ele era famoso por só dar boas notas a quem jogasse ténis na sua famosa escola de ténis... mesmo assim não deixa dEr ser uma grande figura da nossa tão amada Póvoa de Varzim.
olha miga, esse famoso senhor foi professor da minha mãe, tb de jornalismo e portugues!nao sei como é k o senhor consegue decorar as moradas, pk tb decorou a nossa, e só esteve 5 min com a minha mãe no metro!
Apesar do ténis ter influenciado as notas, a minha mãe adorou esse professor, que se intitula doutor 3 vezes!!!
beijinhos
esmagador
Foi meu professor! Foi das piores coisas que me podia ter acontecido nos meus anos de Liceu. Mas cada um vê a vida à sua maneira...
Julieta
K valeu é k era um velhote senao......lol
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